A Azaleia aposta pela primeira vez em uma linha de produtos licenc
iados. A escolhida para assinar as sandálias da marca é a atriz e ex-participante do Big Brother Brasil, Grazi Massafera. A seleção é resultado de uma parceria entre Grazi e Azaleia iniciada em 2005, quando a atriz estrelou algumas campanhas da empresa.
“Acompanhamos a evolução de sua carreira e percebemos uma oportunidade de lançar o produto com a força, o nome e o carisma que a Grazi tem entre as nossas consumidoras”, explica Ana Cristina Hochscheidt, Gerente de Comunicação da Azaleia, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Segundo Ana, o licenciamento é um caminho de sucesso trilhado por muitas marcas no Brasil e estava na hora da empresa apostar na ideia. Além disso, a Azaleia acreditou que unir a marca à personalidade de Grazi agregaria valor ao produto. “A Azaleia foca um público composto por mulheres batalhadoras, vencedoras, assim como a Grazi. O produto licenciado também atrai um público mais jovem, aspiracional”, diz Ana.
Grazi Azaleia e Nós no Morro ![grazi_fabrica[1] grazi_fabrica[1]](http://modamais.files.wordpress.com/2009/10/grazi_fabrica1.jpg?w=497)
Em janeiro de 2009, foi lançado apenas um modelo de sandália rasteira e cinco variações de cores. Como resultado, a Grazi Azaleia foi o produto mais vendido da marca durante o primeiro semestre deste ano. A partir daí, a empresa decidiu transformar o produto em uma coleção, lançando outros dois modelos, de salto médio e alto, para atender a todas as consumidoras.
Apesar de não revelar o número de pares vendidos desde janeiro, a Azaleia espera vender dois milhões até o final do ano. Para garantir que o produto tenha as características da atriz, a própria Grazi participa do processo de produção. “A Grazi sempre teve um relacionamento muito próximo com a marca e, recentemente, ela fez uma visita à fábrica. Trabalhamos em conjunto no momento da criação e depois tudo passa pela sua aprovação”, comenta a Gerente de Comunicação.
Junto com a atriz, a marca também buscou dar à linha um caráter social. Desde o lançamento do primeiro modelo, no começo do ano, parte da renda é revertida para o projeto Nós no Morro, do Rio de Janeiro. A marca já apoiou alguns projetos, como o Criança Esperança da Unicef, mas essa é a primeira vez em que a Azaleia adere a esse modelo. A opção de ajudar o Nós do Morro foi tomada em conjunto com Grazi por se tratar de um projeto social que ajuda crianças a entrarem no mundo da arte.
Investimento em vitrines
O caráter social do produto foi, inclusive, estratégia de Marketing para o lançamento no primeiro semestre. Todo o plano de comunicação focava o Nós no Morro, incluindo um filme com a atriz gravado no Morro do Vidigal (Rio de Janeiro), onde fica sediado o projeto. Para o segundo semestre, a divulgação dos outros dois novos modelos foca no brilho da coleção.
“Mudamos o conceito do produto. Trabalhamos a questão do brilho, aproveitando as pedras que compõem as sandálias”, explica Ana, da Azaleia. Além do filme gravado em um cenário que remete a um garimpo, a marca preparou materiais para os mais de 10 mil pontos-de-venda espalhados pelo país que estão vendendo o produto.
Como a Grazi Azaleia é a linha de destaque da marca neste semestre, todo o enxoval foi pensado para as vitrines. A comunicação do produto também conta com displays e um totem da atriz em tamanho natural para impactar as entradas das lojas. A coleção tem ainda o seu próprio site, que apresenta os produtos, suas variações e os filmes da campanha.
Apesar de ser a primeira vez em que a marca aposta no licenciamento de seus produtos, a Azaleia percebeu que a fórmula dá certo. Com a chegada da coleção nos pontos-de-venda, a empresa pretende aguardar o retorno e acompanhar a evolução do trabalho para lançar outros produtos ainda no final do ano, de acordo com os resultados obtidos.
“Acreditamos no projeto e estamos felizes com os resultados obtidos até agora. O contrato de Grazi vai até o final de 2010 e, durante o período, esperamos evoluir no trabalho de licenciamento para que, no futuro, possamos ter novos produtos licenciados por celebridades”, diz Ana, da Azaleia.
fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/11,11192,azaleia-aposta-em-licenciamento-pela-primeira-vez.htm
Ana Carolina Violla Basilio

A Unilever está investindo R$ 25 milhões para reposicionar a linha Seda como uma marca mais premium e ligada ao mundo da moda. A mudança inclui fórmula, perfume e embalagem do xampu e de outros produtos, além de lançamentos. O reposicionamento da marca acontecerá no mundo inteiro, mas se inicia pelo Brasil em setembro. Nosso mercado de cabelos, do qual a Seda é líder, fatura R$ 3,7 bilhões por ano.


rasileira atinge um grande grupo de consumidores internacionalmente, há quem diga que a marca começou a ser mais reconhecida, depois que os compradores brasileiros descobriram que na Europa, as peças são sinônimos de luxo e sofisticação.
mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior.O que mantém a áurea de um simples chinelo vivo é o fato de ter se transformado em marca. “Havaianas está ligado ao estilo da moda e como hoje ela é uma marca, como Channel, estará sempre na moda”, informa Rui Porto, diretor de Mídia e Comunicação das Havaianas, que vê seu produto vendido desde a farmácia da esquina até às lojas mais requintadas de Paris e Nova York.Combinando com uma diversidade incrível de produções, as Havaianas além de toda qualidade, fazem de suas coleções diferenciais que, não se pode negar, só as legítimas possuem!
Quem trabalha com moda, seja na criação, indústria, vendas, jornalismo, pesquisa (ou em qualquer outra área), sabe que o marketing é muito importante. Talvez, seja o segredo do sucesso de muitas empresas espalhadas pelo mundo.No Brasil, apesar de existir um alto investimento neste setor, há ainda falta de informação, resistência e até mesmo incentivo por parte do governo.“Muitas empresas do país, ainda não descobriram a proposta e os benefícios de compor uma filosofia voltada para o marketing”, afirma Luciane Robic, diretora de marketing do IBModa – Instituto Brasileiro de Moda, primeira instituição brasileira voltada exclusivamente para a área de negócios da moda. (…)1. Fale sobre o marketing na moda.Moda não é só vestuário. Temos que apostar em duas linhas para obter sucesso nesta área: no design sob a ótica da gestão de negócios da moda e no marketing.É necessário ter em mente que o marketing deve estar integrado à empresa e, não somente restrito às vendas, à área de comunicação e promoção.Mercados mais profissionalizados, já perceberam isso e, em grande parte são alavancados pela moda, como empresas de automóveis, beleza, celulares (que normalmente estão presentes em eventos de moda como o São Paulo Fashion Week).A moda é uma mídia que gera uma sofisticação estética, um valor agregado que nenhum outro mercado tem. É um dos mercados mais sintonizados com o comportamento e tendências dos consumidores. Mas apesar do Brasil ser aberto a novidades, falta foco e suporte na área de gestão, inclusive do governo, política, entre outros.Normalmente os grandes varejistas de moda, tais como C&A, Pernambucanas, Renner, estão mais estruturados nas suas atividades de marketing, tanto pela política profissional como pelas estratégias que vêm desenvolvendo no mercado, como as campanhas e nomes ligados a estilistas famosos.2. Qual o segredo do sucesso de uma marca?A base de tudo é o relacionamento do consumidor com a marca, antes do que com o produto em si, pois com a velocidade com que a moda anda, um mesmo produto visto em um desfile internacional hoje, pode estar amanhã nas vitrines de qualquer loja do Brás, Bom Retiro ou Oscar Freire. Pode ser comprado em vários lugares, sejam eles caros ou baratos. Não adianta prender-se somente ao produto, mas ir além. Dificilmente se consegue esta diferenciação em relação ao que se vende porque é um bem de consumo cada vez mais perecível e copiado.O consumidor deve se sentir atraído pelo “intangível”, que são os benefícios que a loja pode proporcionar e, não somente pelo produto. As coisas deveriam acontecer de fora da empresa para dentro. Hoje em dia, não adianta apenas desenvolver o produto dentro das expectativas de mercado. O produto somente pelo produto, não prende mais ninguém.O mercado está passando por uma forte transição, onde devemos repensar nossos caminhos.Eu também não acredito em um sucesso de moda sem o relacionamento com os diferentes públicos que a marca tem, principalmente as assessorias e a imprensa, que é um público refinado e coloca o nome da empresa no mercado. É onde tudo começa.É preciso ainda estreitar o relacionamento entre distribuidores, compradores e varejistas. Um bom exemplo é a Zara, cadeia da Espanha com lojas no mundo todo.Podemos falar que a Zara é um referenciado exemplo do negócio fast fashion, com alto giro de produtos, logística, pulverização e um equilíbrio muito forte entre o produto, a entrega, o mix e a disposição dentro da loja, além do rápido relacionamento entre os funcionários e gerentes de cada unidade com as centrais de vendas. Os gerentes sabem exatamente o que devem pedir para seus consumidores e a reposição acontece em torno de dois dias e meio. É o sucesso de toda uma cadeia de produção, entrega e colocação no ponto-de-venda.E como em média, a cada dois dias chegam novos produtos, o consumidor é instigado a comprar, pela oportunidade do momento e a rápida atualização com uma moda up-to-date, antecipando as tendências antes de outras lojas.3. Como definir a imagem que será passada ao consumidor?Primeiramente deve-se construir a identidade da marca, definir bem o público. Há atualmente problemas no foco. Qual é o diferencial? Público-alvo? É importante ter controle do que se pretende prometer ao consumidor. No varejo, existe uma promessa de marca, mas até chegar na prateleira, essa essência se perde. Isso acontece porque não houve uma preocupação de integração geral, com uma melhor gestão de pessoas. Do criador ao produto final, deve haver interação. Na construção da marca é importante ter identidade e somente depois firmar a imagem, que é a percepção do consumidor em relação à marca.é instigado a comprar, pela oportunidade do momento e a rápida atualização com uma moda up-to-date, antecipando as tendências antes de outras lojas.3. Como definir a imagem que será passada ao consumidor?Primeiramente deve-se construir a identidade da marca, definir bem o público. Há atualmente problemas no foco. Qual é o diferencial? Público-alvo? É importante ter controle do que se pretende prometer ao consumidor. No varejo, existe uma promessa de marca, mas até chegar na prateleira, essa essência se perde. Isso acontece porque não houve uma preocupação de integração geral, com uma melhor gestão de pessoas. Do criador ao produto final, deve haver interação. Na construção da marca é importante ter identidade e somente depois firmar a imagem, que é a percepção do consumidor em relação à marca.Fonte:http://www.fashionbubbles.com/2007/luciane-robic-aborda-o-marketing-de-moda/Shirley Neves Oliveira