Azaleia aposta em licenciamento pela primeira vez

•outubro 7, 2009 • Deixe um comentário

A Azaleia aposta pela primeira vez em uma linha de produtos licencgrazi_azaleia[1]iados. A escolhida para assinar as sandálias da marca é a atriz e ex-participante do Big Brother Brasil, Grazi Massafera. A seleção é resultado de uma parceria entre Grazi e Azaleia iniciada em 2005, quando a atriz estrelou algumas campanhas da empresa.

“Acompanhamos a evolução de sua carreira e percebemos uma oportunidade de lançar o produto com a força, o nome e o carisma que a Grazi tem entre as nossas consumidoras”, explica Ana Cristina Hochscheidt, Gerente de Comunicação da Azaleia, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Segundo Ana, o licenciamento é um caminho de sucesso trilhado por muitas marcas no Brasil e estava na hora da empresa apostar na ideia. Além disso, a Azaleia acreditou que unir a marca à personalidade de Grazi agregaria valor ao produto. “A Azaleia foca um público composto por mulheres batalhadoras, vencedoras, assim como a Grazi. O produto licenciado também atrai um público mais jovem, aspiracional”, diz Ana.

Grazi Azaleia e Nós no Morro grazi_fabrica[1]
Em janeiro de 2009, foi lançado apenas um modelo de sandália rasteira e cinco variações de cores. Como resultado, a Grazi Azaleia foi o produto mais vendido da marca durante o primeiro semestre deste ano. A partir daí, a empresa decidiu transformar o produto em uma coleção, lançando outros dois modelos, de salto médio e alto, para atender a todas as consumidoras.

Apesar de não revelar o número de pares vendidos desde janeiro, a Azaleia espera vender dois milhões até o final do ano. Para garantir que o produto tenha as características da atriz, a própria Grazi participa do processo de produção. “A Grazi sempre teve um relacionamento muito próximo com a marca e, recentemente, ela fez uma visita à fábrica. Trabalhamos em conjunto no momento da criação e depois tudo passa pela sua aprovação”, comenta a Gerente de Comunicação.

Junto com a atriz, a marca também buscou dar à linha um caráter social. Desde o lançamento do primeiro modelo, no começo do ano, parte da renda é revertida para o projeto Nós no Morro, do Rio de Janeiro. A marca já apoiou alguns projetos, como o Criança Esperança da Unicef, mas essa é a primeira vez em que a Azaleia adere a esse modelo. A opção de ajudar o Nós do Morro foi tomada em conjunto com Grazi por se tratar de um projeto social que ajuda crianças a entrarem no mundo da arte.

Investimento em vitrines
O caráter social do produto foi, inclusive, estratégia de Marketing para o lançamento no primeiro semestre. Todo o plano de comunicação focava o Nós no Morro, incluindo um filme com a atriz gravado no Morro do Vidigal (Rio de Janeiro), onde fica sediado o projeto. Para o segundo semestre, a divulgação dos outros dois novos modelos foca no brilho da coleção.

“Mudamos o conceito do produto. Trabalhamos a questão do brilho, aproveitando as pedras que compõem as sandálias”, explica Ana, da Azaleia. Além do filme gravado em um cenário que remete a um garimpo, a marca preparou materiais para os mais de 10 mil pontos-de-venda espalhados pelo país que estão vendendo o produto.

Como a Grazi Azaleia é a linha de destaque da marca neste semestre, todo o enxoval foi pensado para as vitrines. A comunicação do produto também conta com displays e um totem da atriz em tamanho natural para impactar as entradas das lojas. A coleção tem ainda o seu próprio site, que apresenta os produtos, suas variações e os filmes da campanha.

Apesar de ser a primeira vez em que a marca aposta no licenciamento de seus produtos, a Azaleia percebeu que a fórmula dá certo. Com a chegada da coleção nos pontos-de-venda, a empresa pretende aguardar o retorno e acompanhar a evolução do trabalho para lançar outros produtos ainda no final do ano, de acordo com os resultados obtidos.

“Acreditamos no projeto e estamos felizes com os resultados obtidos até agora. O contrato de Grazi vai até o final de 2010 e, durante o período, esperamos evoluir no trabalho de licenciamento para que, no futuro, possamos ter novos produtos licenciados por celebridades”, diz Ana, da Azaleia.

 

fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/11,11192,azaleia-aposta-em-licenciamento-pela-primeira-vez.htm

 

Ana Carolina Violla Basilio

Empresas dizem sim à inovação

•outubro 7, 2009 • Deixe um comentário
   

Parece mesmo que a palavra inovação saiu da teoria e veio para a prática. Pelo menos foi o que se percebeu em grande parte dos produtos expostos na 10ª edição da Texfair – Feira Internacional da Indústria Têxtil, que aconteceu entre os dias 12 e 15 de maio, em Blumenau, Santa Catarina. Reposicionamento de marcas, novos produtos e novas tecnologias estão entre as estratégias de inovação utilizadas pelas empresas na tentativa de driblar momentos difíceis e foram apresentadas durante a feira para um público estimado em 25 mil pessoas. Entre eles, jornalistas e compradores internacionais trazidos pela ABIT, por meio do Texbrasil, Programa desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil.  

A Hering dá continuidade ao projeto de reposicionamento da marca iniciado em 2007. “A idéia das lojas Hering Store, com novo lay out, é apresentar produtos com mais valor agregado, mais moda. Das nossas 230 lojas no Brasil, mais da metade já está com o novo conceito”, informa Marcos Ribeiro Gomes, diretor de Marketing. O investimento no jeans é outra aposta da empresa que já existe há 128 anos. “Aumentamos a variedade das peças através da parceria com tecelagens, como Vicunha e Santista, por exemplo”, cita. Segundo ele, os investimentos já trazem bons resultados. “O nosso faturamento no primeiro trimestre de 2009 é 35% maior do que o alcançado no mesmo período no ano passado”, relata ele. Marcos Ribeiro Gomes disse, ainda, que o jeans foi resgatado e passou a ser o carro-chefe da dzarm., marca da Hering voltada para o público das classes A e B, com idade entre entre 18 e 28 anos. Já a PUC, marca infantil da empresa, aposta na inovação do lay out e na interatividade com o público. “Crise é uma palavra que não entra na empresa”, reforça o diretor da Hering.

 Focando nas classes sociais A e B, a Teka aposta em produtos com um número de tramas maior. “Antes a empresa usava 180 fios. Agora apresentamos peças com 250 e 300 fios”, comenta o diretor de Exportação, Marcelo Stewers. Com 83 anos de existência e 25 mil clientes  no território nacional, a crise econômica mundial também fez com que a Teka investisse em novos mercados. “África, Oriente Médio e Estados Unidos estão entre alguns de nossos destinos para exportação”, conta o diretor.

 

A marca Enfim inova introduzindo o jeans na coleção. “Trouxemos para a Texfair as nossas primeiras peças jeans e em sarja, para completar a gama de produtos. Acreditamos que além de solidificar a marca, essa ação também pode refletir na conquista de novos clientes”, anuncia a estilista Karina de Paula. Direcionada para o público jovem (15 a 25 anos), a Enfim também aposta na interatividade. “Criamos um blog (www.enfimblog.com.br) para interagir mais com eles, através de notícias e até concursos. Afinal, ‘conectado’ é nosso slogan”, acrescenta.

 

Já a Malwee acredita que a diferença é investir em equipamentos. “Inovar para nós significa apostar em tecnologia de ponta, em maquinário”, salienta o gerente de Marketing, Wilmar Raboch. Atuando estritamente no mercado interno para as classes C e D, a Malwee produz três  milhões de peças por mês, que são distribuídas para os seus 20 mil pontos de venda espalhados pelo Brasil. “Temos orgulho de garantir que o nosso processo produtivo seja sempre o menos agressivo possível para o meio ambiente e temos alcançado índices superiores aos exigidos por lei”, comemora ele.

 

A grife infantil Carinhoso (0 a 16 anos) investiu numa nova campanha de mídia e também apresentou uma coleção mais requintada. “Inovamos usando tecido plano e fio tinto na coleção”, declara a estilista Adriana Jost. “Sentimos a necessidade do mercado e incluímos cinza e preto na cartela de cores da nossa coleção feminina. O fio tinto em xadrez e listrado compõe as roupas dos meninos”, explica ela. Com cerca de 10 mil pontos de venda no País, a marca também alterou o slogan que passa a ser “Carinhoso – carinho amor criança”.

 

A Texfair 2009 reuniu mais de 200 empresas que representam aproximadamente 400 marcas de Malharia, Decoração, Vestuário e Cama, Mesa e Banho.

 

Fonte: http://www.friburgomodaintima.com.br/index.php?conteudo=noticias_detalhes&codigo_noticia=483

Pamela Rey

Unilever – Reposicionamento do Seda

•outubro 7, 2009 • Deixe um comentário

SedaA Unilever está investindo R$ 25 milhões para reposicionar a linha Seda como uma marca mais premium e ligada ao mundo da moda. A mudança inclui fórmula, perfume e embalagem do xampu e de outros produtos, além de lançamentos. O reposicionamento da marca acontecerá no mundo inteiro, mas se inicia pelo Brasil em setembro. Nosso mercado de cabelos, do qual a Seda é líder, fatura R$ 3,7 bilhões por ano.

Fonte: http://www2.thetoptips.com.br/2009/08/20/unilever-reposicionamento-do-seda/

Pamela Rey

A moda no Século XX (1930 – 1970)

•outubro 6, 2009 • Deixe um comentário

Após a crise de 1929, devido ao crash da bolsa de Nova Iorque, um desejo crescente de glamour e ostentação instalou-se no subconsciente colectivo o que resultou numa moda cheia de cetim, veludo, jóias, peles e chapéus na década de 30. As saias nesta época eram amplas e compridas num ambiente muito romântico. Porém a 2ª Guerra Mundial veio transformar, novamente, as tendências.

Com a 2ª Guerra Mundial as mulheres sofreram limitações horríveis e tiveram de substituir os homens no mercado de trabalho.
Assim, instaurou-se uma moda mais funcional onde se usavam roupas de estilo militar e saias mais curtas e rectas com tecidos muito simples devido à pobreza no continente.

Em 1945, com o fim da guerra, tentou-se novamente trazer para a sociedade a luminosidade de glamour dos tempos passados. Em 1947 surgiu o New Look, que imperou por toda a época de 50, e consistia numa cintura bem marcada e em saias extremamente rodadas até perto da canela, estilo Marilyn Monroe. Em oposição a esta elegância surgiu a “moda estudantil” mais desportiva e cómoda. A banda britânica Beatles criou uma moda particular de botas pontiagudas e altas que causaram uma grande revolução social.

A década de 1960 exigiu a sua própria moda, por isso a hegemonia da houte-couture e do padrão de beleza mais maduro foram derrubados pelo prét-a-porte e pela moda jovem. Assim, a cintura descai e os comprimentos diminuem. A desenhadora Mary Quant revolucionou por completo a indústria da moda criando a mini-saia. Este produto foi escandaloso entre os padres e os sectores mais tradicionais da sociedade.
A crescente competição entre EUA e a URSS diferenciou ainda mais a relação entre adultos e jovens, estes últimos proclamando um movimento político e social fundado na paz e no amor. Esta liberdade abriu um mundo de excessos para os jovens, possibilitando-lhes a criação de um estilo exuberante, cheio de formas e cores.

Nasceram os psicadélicos anos 70.
Adriano Ferreira Lopes

Havaianas todo mundo usa!

•outubro 6, 2009 • Deixe um comentário

havaianas 1

O sucesso fez com que as Havaianas fossem copiadas, e as cópias passaram a ser chamadas de “fajutas” nos comerciais da marca. Nos anos 70, uma campanha publicitária estrelada pelo comediante Chico Anysio foi lançada para aclamar a assinatura “As legítimas”, forma encontrada para diferenciar o produto do grande número de imitações que começaram a ser vendidas. Os comerciais continuaram e reuniram um grupo seleto de celebridades que promoveram a marca, entre eles se destacam Juliana Paes, Reinaldo Gianecchini, Cláudia Abreu, Lázaro Ramos, Murilo Rosa, entre muitos outros.Apesar de serem conhecidas mundialmente, foi de algum tempo para cá que as sandálias Havaianas se tornaram tão queridas entre os diversos públicos. Desde as crianças, passando pelos jovens e chegando nos mais vividos, sempre tem um modelo preferido. Ainda, a marca bhavaianas2rasileira atinge um grande grupo de consumidores internacionalmente, há quem diga que a marca começou a ser mais reconhecida, depois que os compradores brasileiros descobriram que na Europa, as peças são sinônimos de luxo e sofisticação.

O resultado, em seus 47 anos, é que Havaianas virou artigo de moda e a marca se colocou do lado de grandes empresas internacionais como Channel, que, aliás, vende pares de sua marca junto com a de Havaianas numa ação de co-brand. Anualmente, mais de 160 milhões de pares são vendidos, dos quais 10% são para havaianas 3mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior.O que mantém a áurea de um simples chinelo vivo é o fato de ter se transformado em marca. “Havaianas está ligado ao estilo da moda e como hoje ela é uma marca, como Channel, estará sempre na moda”, informa Rui Porto, diretor de Mídia e Comunicação das Havaianas, que vê seu produto vendido desde a farmácia da esquina até às lojas mais requintadas de Paris e Nova York.Combinando com uma diversidade incrível de produções, as Havaianas além de toda qualidade, fazem de suas coleções diferenciais que, não se pode negar, só as legítimas possuem!

Ainda, no mês passado, foi inaugurada a primeira loja conceito do mundo, em São Paulo, chamada de Espaço Havaianas, reunindo mais de 350 sandálias diferente,desde o tipo mais tradicional, lançado pela São Paulo Alpargatas em 1962, por R$ 8,90 ao mais caro, enfeitado com cristais Swarovski, que custa R$ 250 (para exportação).O projeto da loja é de Isay Weinfeld e ocupa 300 m². Com mosaico de clarabóias no teto e paisagismo lateral, a impressão que se tem é de estar numa lojaconceito[4

praça, inclusive com barraca de feira, que remete à origem do chinelo. Os produtos para exportação ficam num contêiner. E num cubo, está a história da marca. No espaço para a customização da sandália, há uma tela no balcão, em que o produto criado pelo cliente é fotografado e assinado, para ser arquivado numa biblioteca virtual.

fonte: <a href=”http://www.casinobillionaire.net/hype/havaianas-todo-mundo-usa.php”>http://www.casinobillionaire.net/hype/havaianas-todo-mundo-usa.php</a></div><div></div><div>

Ana Carolina Violla Basilio

O Marketing na MODA

•outubro 5, 2009 • Deixe um comentário

img_luciane001Quem trabalha com moda, seja na criação, indústria, vendas, jornalismo, pesquisa (ou em qualquer outra área), sabe que o marketing é muito importante. Talvez, seja o segredo do sucesso de muitas empresas espalhadas pelo mundo.No Brasil, apesar de existir um alto investimento neste setor, há ainda falta de informação, resistência e até mesmo incentivo por parte do governo.“Muitas empresas do país, ainda não descobriram a proposta e os benefícios de compor uma filosofia voltada para o marketing”, afirma Luciane Robic, diretora de marketing do IBModa – Instituto Brasileiro de Moda, primeira instituição brasileira voltada exclusivamente para a área de negócios da moda. (…)1. Fale sobre o marketing na moda.Moda não é só vestuário. Temos que apostar em duas linhas para obter sucesso nesta área: no design sob a ótica da gestão de negócios da moda e no marketing.É necessário ter em mente que o marketing deve estar integrado à empresa e, não somente restrito às vendas, à área de comunicação e promoção.Mercados mais profissionalizados, já perceberam isso e, em grande parte são alavancados pela moda, como empresas de automóveis, beleza, celulares (que normalmente estão presentes em eventos de moda como o São Paulo Fashion Week).A moda é uma mídia que gera uma sofisticação estética, um valor agregado que nenhum outro mercado tem. É um dos mercados mais sintonizados com o comportamento e tendências dos consumidores. Mas apesar do Brasil ser aberto a novidades, falta foco e suporte na área de gestão, inclusive do governo, política, entre outros.Normalmente os grandes varejistas de moda, tais como C&A, Pernambucanas, Renner, estão mais estruturados nas suas atividades de marketing, tanto pela política profissional como pelas estratégias que vêm desenvolvendo no mercado, como as campanhas e nomes ligados a estilistas famosos.2. Qual o segredo do sucesso de uma marca?A base de tudo é o relacionamento do consumidor com a marca, antes do que com o produto em si, pois com a velocidade com que a moda anda, um mesmo produto visto em um desfile internacional hoje, pode estar amanhã nas vitrines de qualquer loja do Brás, Bom Retiro ou Oscar Freire. Pode ser comprado em vários lugares, sejam eles caros ou baratos. Não adianta prender-se somente ao produto, mas ir além. Dificilmente se consegue esta diferenciação em relação ao que se vende porque é um bem de consumo cada vez mais perecível e copiado.O consumidor deve se sentir atraído pelo “intangível”, que são os benefícios que a loja pode proporcionar e, não somente pelo produto. As coisas deveriam acontecer de fora da empresa para dentro. Hoje em dia, não adianta apenas desenvolver o produto dentro das expectativas de mercado. O produto somente pelo produto, não prende mais ninguém.O mercado está passando por uma forte transição, onde devemos repensar nossos caminhos.Eu também não acredito em um sucesso de moda sem o relacionamento com os diferentes públicos que a marca tem, principalmente as assessorias e a imprensa, que é um público refinado e coloca o nome da empresa no mercado. É onde tudo começa.É preciso ainda estreitar o relacionamento entre distribuidores, compradores e varejistas. Um bom exemplo é a Zara, cadeia da Espanha com lojas no mundo todo.Podemos falar que a Zara é um referenciado exemplo do negócio fast fashion, com alto giro de produtos, logística, pulverização e um equilíbrio muito forte entre o produto, a entrega, o mix e a disposição dentro da loja, além do rápido relacionamento entre os funcionários e gerentes de cada unidade com as centrais de vendas. Os gerentes sabem exatamente o que devem pedir para seus consumidores e a reposição acontece em torno de dois dias e meio. É o sucesso de toda uma cadeia de produção, entrega e colocação no ponto-de-venda.E como em média, a cada dois dias chegam novos produtos, o consumidor é instigado a comprar, pela oportunidade do momento e a rápida atualização com uma moda up-to-date, antecipando as tendências antes de outras lojas.3. Como definir a imagem que será passada ao consumidor?Primeiramente deve-se construir a identidade da marca, definir bem o público. Há atualmente problemas no foco. Qual é o diferencial? Público-alvo? É importante ter controle do que se pretende prometer ao consumidor. No varejo, existe uma promessa de marca, mas até chegar na prateleira, essa essência se perde. Isso acontece porque não houve uma preocupação de integração geral, com uma melhor gestão de pessoas. Do criador ao produto final, deve haver interação. Na construção da marca é importante ter identidade e somente depois firmar a imagem, que é a percepção do consumidor em relação à marca.é instigado a comprar, pela oportunidade do momento e a rápida atualização com uma moda up-to-date, antecipando as tendências antes de outras lojas.3. Como definir a imagem que será passada ao consumidor?Primeiramente deve-se construir a identidade da marca, definir bem o público. Há atualmente problemas no foco. Qual é o diferencial? Público-alvo? É importante ter controle do que se pretende prometer ao consumidor. No varejo, existe uma promessa de marca, mas até chegar na prateleira, essa essência se perde. Isso acontece porque não houve uma preocupação de integração geral, com uma melhor gestão de pessoas. Do criador ao produto final, deve haver interação. Na construção da marca é importante ter identidade e somente depois firmar a imagem, que é a percepção do consumidor em relação à marca.Fonte:http://www.fashionbubbles.com/2007/luciane-robic-aborda-o-marketing-de-moda/Shirley Neves Oliveira

Reposicionamento de marca é essencial para o Terceiro Setor

•outubro 5, 2009 • Deixe um comentário

As entidades estão seguindo a mesma tendência das empresas, a fim de atingir mais objetivamente seus públicos-alvo
Por: Marcio Zeppelini
Os anos 1990 ficaram conhecidos como um dos períodos mais férteis para o surgimento de manifestações culturais de gosto duvidoso. Não deixaram muitas saudades como os anos 1980. Apesar desse aspecto negativo, a década passada ficou marcada pelo início de um movimento, principalmente das empresas, de ordem mercadológica. Propunha-se, à época, um reposicionamento de marcas e identidade corporativa, a fim de atingir um público cada vez maior ou, dependendo do caso, de maior poder aquisitivo.
Em pouco mais de dez anos, os conceitos acerca dessa estratégia evoluíram. O mercado fez uma releitura dessa nova ferramenta e redefiniu rapidamente o foco que queria dar a tais mudanças – levando em consideração, é claro, os desejos inconscientes dos stakeholders. Só para citar alguns exemplos de empresas bem sucedidas, estão o Bradesco e a Alpargatas, dona da marca Havaianas.
A primeira mudou radicalmente sua imagem institucional, abandonandouma identidade visual de cunho cartorial, quadrada e burocrática, parauma aura de modernidade, sofisticação e agilidade. A segunda investiupesado e conseguiu reverter a imagem de um produto considerado deterceira categoria, popular, sem graça e fajuto, para um objeto damoda, clean, com preço elevado e desejado por pessoas mais abastadas.Hoje, as sandálias Havaianas são exportadas para vários países evendidas a preços nada populares.Seguindo os passosComum pouco de atraso, o Terceiro Setor pegou carona nesse movimento que,ainda bem, não foi apenas mais uma moda mercadológica e passageira. Aonda ficou mais forte ainda no final dos anos 1990 e agora já se mostracomo uma tendência que veio para ficar.
Tradicionais instituições se viram obrigadas a acompanhar as mudanças e não se arrependeram de ações para o reposicionamento de sua identidade visual – novos logotipos e peças de papelaria, site mais dinâmico e atraente, alteração em uniformes entre outras ações para o desenvolvimento institucional da marca.
“No processo contínuo da reflexão estratégica de nossa entidade, 2005 foi ano de repensar a marca, a maior representação das informações sobre a instituição, pois atesta sua qualidade e agrega valor. É o que a faz especial e única, ou seja, um patrimônio institucional”, afirma Eduardo de Barros Pimentel, presidente da Fundação de Rotarianos de São Paulo, fundada em 1946. A principal mudança foi a criação de uma identidade única para a mantenedora e todas as entidades mantidas, que refletisse os mesmos atributos para todas. Assim, o nome Rio Branco passou a ser utilizado para todas as mantidas, promovendo, segundo Pimentel, grande sinergia e nítida percepção de valor pelo mercado, além de gerar referência de identidade.
“Além disso, a marca foi modernizada, refletindo a vanguarda da fundação como entidade educacional de primeira linha, que sempre evolui com o tempo”, argumenta Célia Dugaich, gerente de marketing. “Acreditamos que a marca rejuvenescida, equilibrada e dinâmica trouxe à instituição maior atratividade, e a idéia de transformação foi transmitida com sucesso, preservando os nossos valores e a nossa história.”
Um dos motivos, em geral, para que uma entidade decline de uma ação de reposicionamento de marca e identidade visual é o impacto que pode haver entre seus stakeholders. O temor é por não conseguir transmitir o novo conceito de maneira clara.
Mas, é claro, tudo vai depender das pessoas que estão por trás do desenvolvimento da campanha, da criação da marca, do uso de cores e tipologia.
Segundo Pimentel, a nova identidade institucional da Fundação Rotarianos de São Paulo foi bem recebida por todos os colaboradores e pelas diversas entidades mantidas, pois se reconheceu o esforço realizado, no sentido de unificar mantenedora e entidades mantidas.
“A idéia de dinamismo, flexibilidade, movimento e simultaneidade foitransmitida pela nova marca, gerando um movimento de grande repercussãoe otimismo com relação à fundação, para os stakeholders e toda acomunidade.”CoragemSe o reposicionamentode marca já traz todo um estresse para os envolvidos, imagine, então,quando ocorre a criação de um novo nome para uma entidade – geradiversos sentimentos: medo, angústia, desconfiança, receio e dúvidas,muitas dúvidas acerca dos resultados. Foi o caso do Centro de Apoio àCriança Carente com Câncer (CACCC), que em dezembro de 2007 passou a sechamar Casa Ninho. A agência de publicidade Y&amp;R foi quemdesenvolveu as ações de reposicionamento da marca.
“A mudança no nome e no logo da instituição acontece para proporcionar uma maior identidade para a organização e de uma maneira que representa todo o trabalho de carinho e acolhimento que a Casa Ninho oferece para as crianças e adolescentes que necessitam dessa assistência”, explica Jaime Gianizella Filho, diretor da entidade. A entidade atua há mais de dez anos no cuidado com as crianças com câncer, propiciando a elas e a seus acompanhantes hospedagem, alimentação, medicação, transporte e acompanhamento de médicos e especialistas aos pacientes, além de assistência educativa, cultural e social.
Para o 2º tesoureiro da Casa Ninho, Marcelo Nodólskis, o projeto visa dar uma identidade mais comercial a um projeto de sucesso que nunca se preocupou em cuidar do marketing. “Esperamos que a nova identidade faça nosso trabalho se tornar mais conhecido, pois queremos conseguir mais parceiros que possibilitem à entidade aumentar suas atividades”, frisa.
Outras entidades do Terceiro Setor também promoveram mudanças e obtiveram sucesso, como a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), que tem entre seus objetivos promover o intercâmbio entre as ONGs que buscam a ampliação da cidadania, a constituição e expansão de direitos, a justiça social e a consolidação de uma democracia participativa. No ano 2000, a Abong passou por um processo de renovação de sua identidade visual, a partir da reorganização gráfica de informes e do site. Deu certo, e hoje está colhendo frutos, com a consolidação de sua imagem como agregadora de valores para o TS.
A Inspetoria Nossa Senhora Auxiliadora, coordenada por religiosos salesianos, foi outra entidade que decidiu, em 2003, adotar uma identidade visual que viesse ao encontro de suas necessidades, uma vez que precisava unificar diversas representações espalhadas pelo país, como as 103 comunidades educativo-pastorais – entre escolas, instituições universitárias, obras sociais, oratórios e paróquias.
A verdade é que neste século 21, que será conhecido como a Era da Informação, a adequação a novos padrões estéticos de imagem e de comunicação terá fundamental importância para a sobrevivência das entidades do Terceiro Setor. “O meio é a mensagem”, expressão cunhada no século 20 pelo filósofo e educador canadense Marshall McLuhan, ficou ultrapassada. Nestes dias atuais, com a tremenda exposição às informações a que estamos expostos, é certo dizer que a mensagem é o meio. E as entidades precisam entender isso, pois terão de aprender como, quando e por que se comunicar com seus stakeholders. Não adianta ter os canais certos se não houver sabedoria sobre como usá-los.

Marcio Zeppelini. Consultor em comunicação para o Terceiro Setor, editor da Revista Filantropia, produtor editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e diretor executivo da Zeppelini Editorial &amp; Comunicação.

fonte: <a href=”http://www.ifk.org.br/reposicionamento_de_marca_e_essencial_para_o_terceiro_setor__322.html”>http://www.ifk.org.br/reposicionamento_de_marca_e_essencial_para_o_terceiro_setor__322.html</a>

Ana Carolina Violla Basilio

 
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